Sou ELO na construção dos vínculos da minha cria com as pessoas que fazem parte de mim.

Faz 14 dias que minha mãe chegou em Calgary e, hoje, pela primeira vez a Eliza e ela estão brincando juntas no quarto, sem a minha presença. E por isso consigo escrever essa reflexão pra vocês.

Um vínculo não se constrói da noite para o dia. Eliza viu minha mãe pessoalmente quando fomos ao Brasil e ela tinha apenas 18 meses. Agora, com 4 anos, eu percebo que ela entende que a vovó Creusa é a mamãe da mamãe e o que isso significa.

Hoje mesmo ela disse: “Tem duas mamães aqui em casa. A vovó é mamãe da mamãe e a minha mamãe.”

Mas também percebo que para ela, a vovó Creusa é uma pessoa que a mamãe precisa dar muita atenção. Rolou ciúmes. Nas primeiras manhãs, Eliza correu acordar a vovó. Depois parou e se agarrou a mamãe dela para garantir. Hoje, ela não foi a escolinha por conta de febre, desmarquei trabalho porque ela queria ficar no colinho na mamãe. A vovó foi se aproximando e propondo brincadeiras. Sentou no chão, montou quebra-cabeça. Desenhou e depois de um tempo, Eliza veio me dizer:

“Mamãe, pode trabalhar, eu vou brincar com a minha vovó”.

E mais uma ficha cai sobre minha cabeça de mãe imigrante, sou ELO na construção dos vínculos da minha cria com as pessoas que fazem parte de mim.